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SÓCRATES SENTE O ESPíRITO DO NATAL Dezembro 26, 2006

Posted by Rui Formiga in Media.
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Feliz Natal, Zé!Não sei se assistiram ao discurso de Natal do nosso Primeiro Ministro. Eu assisti. E acho que deviam ter posto um barrete de Pai Natal no meticulosamente tratado cabelo do Sr. Eng..

José Sócrates mostrou-se um homem esperançoso… pudera! Se nem ele acreditasse nas suas capacidades então o caso ainda ficava pior do que já está. Apelando à «confiança» da população, Sócrates, “O Ministro”, recorreu a um discurso sentimental onde se referiu às “minorias” – os emigrantes, os imigrantes, os ricos, os pobres, os analfabetos, os idosos, as crianças e os desempregados, os doentes, os reformados, os toxicodependentes e outros dos quais não me recordo – com grande afecto, proferindo frases do tipo «temos todos que nos esforçar para isto andar para a frente». “Que remédio”, devem ter pensado os habitantes do Porto, que tiveram umas férias tão curtinhas…

Mas voltando ao discurso, parecia mesmo que o nosso Primeiro Ministro tinha sido mordido por um “bicho natalício”. Além de comovente o discurso foi, sem dúvida, muitíssimo engraçado. Acho que é a palavra certa…

Para o ano há mais! – sim porque Sócrates, pragmático e decidido, matou dois coelhos duma só vez: “Boas Festas e um «Próspero» Ano de 2007”.

Obrigado e igualmente, Zé!

Comentários»

1. Mário Ventura - Dezembro 27, 2006

Já comentei isto contigo pelo que não vale a pena estar a comentar de novo… experimenta só fazer uma pesquisa por outros comentários ao discurso do NOSSO primeiro-ministro!

Longa vida a JOSÉ SÓCRATES, até que enfim alguém se lembra de evoluir o país e não enriquecer à custa dele

2. Rui Formiga - Dezembro 27, 2006

Queres comentários?

Lisboa, 26 Dez (Lusa) – O deputado social-democrata Miguel Frasquilho a firmou hoje que a mensagem de Natal do primeiro-ministro “encaixa-se mais no dom ínio da fantasia do que no da realidade portuguesa”.

Lisboa, 26 Dez (Lusa) – O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou hoje o primeiro-ministro, José Sócrates, por falar em “confiança” na economia portuguesa, na sua mensagem de Natal, quando “o que existe é muita incerteza”.

Lisboa, 26 Dez (Lusa) – O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, consi derou hoje que a mensagem de Natal de José Sócrates foi mais própria do “secretário-geral do PS do que de um primeiro-ministro”.

Lisboa, 26 Dez (Lusa) – O deputado do Bloco de Esquerda Francisco Louçã criticou hoje o optimismo da mensagem de Natal do primeiro-ministro, José Sócra tes, considerando-a de “muito distante dos problemas e do dia-a-dia dos portugueses”.

São da oposição? Ok… mas são políticos.
O que é que o Sócrates já trouxe de bom a Portugal?

O “Simplex”? As reformas na educação? A dificuldade acrescida para quem está na idade da reforma? ETC.???

Queres-me dizer que o Sócrates não enriquece às custas de Portugal?

3. Mário Ventura - Dezembro 27, 2006

1000 euros por segundo em compras de Natal…isto é de um país que está em crise? E os restaurantes esgotados todos os fins-de-semana? E destinos paradisíacos com reservas de meses de antecedência para a passagem de ano?

Não me venham com tretas…à falta do Salazar, Sócrates é para mim a pessoa mais que ideal para tentar levar o país a uma economia estável.

Queres falar da idade da reforma? Sim, concordo que ela deva ser aumentada…diz-me quantos médicos reformados conheces que não estejam a exercer em consultórios privados! Porque se reformaram? Se quiseres um caso mais recente, podemos falar dos pilotos, que não concordam com o aumento da idade para os 65 anos. Pois, aos 60 anos largam a TAP e, com a licença de voo paga dos nossos bolsos, vão pilotar para empresas comerciais privadas…bonito não é?!

Pois bem, o que Sócrates apela é que as pessoas tenham a noção que o país está uma catástrofe, e que não é ele que vai conseguir mudá-lo a trabalhar 24 horas por dia…terão de ser todos aqueles que metem baixa quando lhes apetece…ou queres me fazer crer que a Opel saiu de Portugal para Espanha por pura embirração?!

Um bom ano para todos…

4. Rui Formiga - Dezembro 27, 2006

Disseste tu: «À falta do Salazar, Sócrates é para mim a pessoa mais que ideal para tentar levar o país a uma economia estável».

Nem li mais… acho que já disseste tudo! :s

E só mais uma coisa: o nosso país vivi uma crise numa antes imaginada. Nunca se fizeram tantas greves, em tantos sectores, num espaço de tempo tão reduzido. Parece que, se calhar, não sou o único descontente com as políticas do Zé.

5. Mário Ventura - Dezembro 28, 2006

Pois não, és tu e todas as outras pessoas calonas que querem ganhar dinheiro sem fazer por isso…

Lê tudo antes de comentares, às vezes fica-se melhor informado

6. Rui Formiga - Dezembro 28, 2006

Queres-me dizer que quem não tem a mesma opinião que tu é calão?
Meu Deus…

Tens todo o direito de não concordar com o meu ponto de vista… mas daí a dizeres que não estou informado do que falo…
Não disse nada que não tivesse fundamento.

7. Nuno Formiga - Dezembro 28, 2006

Estou de acordo e em desacordo convosco.

Em primeiro lugar devo dizer-vos que creio que uma grande parte das reformas até agora encetadas pelo nosso Primeiro-Ministro são (infelizmente) necessárias: o nosso país atravessa uma das mais profundas crises socio-económicas de sempre.

Desta feita, há que dar-lhe os parabéns pela coragem política que tem tido para fazer estas reformas. Não tenham dúvidas de que este Primeiro-Ministro será relembrado como um herói ou como um vilão. Não haverá meio termo.

O que acabo de dizer não significa que esteja de acordo com as políticas de “apertar o cinto”…Com o “apertar do cinto”, o que sentimos é o bolso mais vazio…este tipo de políticas é perigosa num modelo económico baseado no capitalismo: leva a uma retracção do consumo e, em última instância, à deslocalização de empresas para países onde a economia seja mais favorável, ao desemprego e a uma crise social ainda maior do que a que já vivemos.

Como trabalhador jovem que sou é óbvio que me preocupo com o futuro… Em relação à segurança social, desconto todos os meses muitos euros (demasiados!) para num futuro mais ou menos incerto e distante poder usufruir de uma reforma que muito possivelmente não existirá ou de um sistema nacional de saúde que nunca existiu! O sistema, tal como está é insustentável e está falido…podem crer que se tudo continuar na mesma e não for JÁ feita a maioria destas reformas (que são impopulares, toda a gente preferia ter mais alguns euros no banco!), bem que podemos rezar à Nª Srª de Fátima e à Nª Srª da Nazaré, porque do buraco ninguém nos tira!

É claro que tudo isto gera descontentamento e vai afectar-nos a todos, principalmente na geração dos nossos pais que é a geração de transição e será a mais afectada…

Apesar da minha idealogia ser de esquerda, sou obrigado concordar com a maioria das medidas tomadas por este Governo…a bem da continuidade do nosso país como país (supostamente) desenvolvido e da estabilidade (depressões económicas profundas geralmente conduzem a guerras civis…)!

A meu ver as greves e a contestação social prendem-se com os 3 “pecados mortais” do Governo:

1) Autismo – o Governo recusa-se a ouvir os parceiros sociais
2) Autoritarismo – o Governo recusa-se a demonstrar que as políticas são para o bem de todos, impondo-as
3) Economicismo – em todos os sectores o Governo vê as pessoas como números, daí a passagem de trabalhadores a “supranumerários” (designação que, para mim, é vergonhosa!)

Para além disso…revolta ver que os políticos não dão o exemplo, revolta saber que os jogadores de futebol ganham fortunas e declaram ao fisco ordenados mínimos, revolta ter a carteira vazia ao fim do mês!

Agora, também me parece óbvio que a cultura dos portugueses tem que mudar! Ainda ontem ouvi na rádio a notícia um estudo do IEFP que indica de que existem uns largos milhares de desempregados que nem sequer se podem considerar como tal, porque o são por opção pura e simples!

Um dos grandes problemas do nosso povo é a atitude. Somos sempre negativos em relação a tudo! Quando perguntamos a alguém “como está?” a resposta é “vai-se andando!”. Quando temos um projecto que sabemos que é bom dizemos que “está mais ou menos…”. Somos um povo conformado, cinzento e sem sonhos (volta Gedeão!)…é por isso que temos tantos desempregados! Estamos habituados ao comodismo! Será que se víssemos as coisas de modo mais positivo não seríamos todos mais produtivos e nem precisaríamos de estar a discutir isto?

Mas daqui até desejarmos o regresso à ditadura, caro Mário, lamento estar em profundo desacordo contigo…reconheço que o Prof. Salazar pode ter tido o mérito de enriquecer os cofres do Estado Novo, mas foi graças a ele que o país se atrasou 40 anos em relação ao resto da Europa e ainda hoje não saímos da “cepa torta”. Este blog (ou o teu!), que tanto prezamos, não seriam possíveis porque não podíamos estar aqui a discutir abertamente as nossas opiniões, sob pena de sermos presos, torturados e julgados pelas nossas opiniões!

E apesar de ainda haver muito a dizer, é melhor não escrever mais porque isto já está grande que chegue!

Um grande abraço e que o Ano Novo vos traga tudo o que desejem!


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