ESEL A MEIA HASTE Fevereiro 23, 2007
Posted by Rui Formiga in Política, Sociedade.trackback
Os professores da Escola Superior de Educação de Leiria estão impossibilitados de dar aulas nos laboratórios de informática, devido à inexistência software. As disciplinas onde é necessário o uso de material informático são numerosas, e todas elas estão em stand-by neste início de semestre, não tido sido ainda definida uma data para a sua retoma.
O problema surgiu quando uma equipa de inspecção do Ministério da Educação visitou as instalações e se deparou com um vasto leque de programas informáticos piratiados que vinham já há algum tempo a ser usados no estabelecimento.
A ESE é um pólo do IPL (Instituto Politécnico de Leiria), do qual também fazem parte a Escola Superior de Tecnologia e Gestão, a Escola Superior de Saúde (as duas em Leiria, a Escola Superior de Tecnologias do Mar (em Peniche) e a Escola Superior de Arte e Design (nas Caldas-da-Rainha). O IPL é, no todo, responsável pela educação de cerca de 10 mil alunos. A propina anual na instituição é de 850 euros por aluno – valor cobrado no presente ano-lectivo.
Curioso é que o Dr. Luciano de Almeida (presidente do IPL) achou que uma das principais missões do IPL para este ano seria a remodelação da imagem corporativa, tendo gasto cerca de 75 mil euros num novo logótipo, o que suscitou algumas dúvidas quanto à necessidade de se pagar tal quantia a uma empresa de design, quando um dos pólos é uma escola de Arte e de Design. Facto é que o dinheiro foi gasto. E se é gasto é porque existe. Considero assim que, para Luciano de Almeida, é mais importante investir na imagem do que dar condições de trabalho aos alunos e aos docentes.
Uma questão de prioridades, digo eu.
Como diria o mui nobre presidente do Politécnico de Leiria…«vamos falar de coisas sérias». Depois de ter considerado de «patético» a discussão em torno do custo do novo logotipo da instituição, que adjectivo é que irá dar ao paranormal facto de uma escola pública não ter adquirido licenças de programas essenciais na formação dos seus alunos?
Eu como estudante da Esel não tenho esses problemas. Sou de turismo!